Era uma vez, em uma vila pequena, uma menina chamada Mia.  

Mia tinha 9 anos. Seus cabelos castanhos eram bem cacheados. Eles pareciam dançar com o vento. Mia tinha tênis vermelhos. Eles já tinham corrido muito! Mia acreditava em magia. Ela achava que a vida tinha portas secretas.

Todas as noites, Mia subia uma colina. De lá, ela olhava para longe. Uma luz dourada brilhava no horizonte. Os adultos diziam que era o sol nascendo. Mas Mia sabia que era um castelo. Um castelo que só aparecia para quem sonhava acordado. Era o Castelo dos Sonhos.

Um dia, Mia brincava de seguir folhas. Ela tropeçou em algo brilhante. Era um envelope dourado. O papel era quentinho. Mia abriu com cuidado. Dentro, havia um mapa. As letras do mapa brilhavam. No meio, estava escrito:

“O Castelo dos Sonhos abre suas portas para quem acredita.”

O coração de Mia bateu forte. Era a prova! Mas havia um caminho. Ela precisava passar pela Floresta dos Sussurros. Era um lugar com neblina. As crianças não podiam ir lá. Mas Mia era muito curiosa. Sua curiosidade era maior que o medo.

O mapa mostrava o caminho. Primeiro, a Floresta dos Sussurros. Depois, a Ponte dos Ecos. E então, um portão de cristal. Mia sabia que ninguém podia entrar na floresta. Diziam que as árvores falavam. E as raízes se moviam.

Naquela noite, Mia quase não dormiu. Ela sonhou com o Castelo dos Sonhos. Sonhou com corredores coloridos. Com jardins que flutuavam. Com portas para outros mundos. De manhã, ela arrumou sua mochila. Colocou uma lanterna. Pão e queijo. Seu caderno de desenhos. E o mapa. Ela olhou para seus pais. Eles ainda dormiam. Mia sussurrou:

— Eu volto antes do sol se pôr… eu acho.

Com o coração batendo forte, Mia foi para a Floresta dos Sussurros. As árvores pareciam conversar. As raízes se moviam devagar. Elas queriam segurar seus pés.

— Não tenha medo… — disse uma voz suave. Mia olhou. Ela viu uma escada! Era uma escada de madeira. Cada degrau tinha um rosto sorridente.

— Para subir ao Castelo dos Sonhos, conte uma história para cada degrau — disse o primeiro degrau.

Mia começou a inventar histórias. Histórias de piratas. De princesas corajosas. De pássaros que cantavam no céu. A cada história, um degrau brilhava. Ela chegou ao topo. Lá, estava o portão de cristal. Era a entrada para o Castelo dos Sonhos.

Atrás do portão, o Castelo dos Sonhos era mágico. Havia quadros que piscavam. Cortinas que se mexiam sozinhas. Um corredor onde as paredes mudavam de cor. Mia estava dentro do Castelo dos Sonhos.

Uma sala cheia de sombras coloridas a esperava. Elas queriam dançar. Mia dançou com elas. As sombras fizeram um arco de luz. Era a segunda chave para o Castelo dos Sonhos.

O castelo tinha risos e músicas. Mas também tinha segredos. Mia chegou ao Salão das Portas. Havia muitas portas. Vermelhas, azuis, douradas. Com formas de estrelas, luas e corações.

No meio, algo brilhava:

“Escolha uma porta. Sua escolha fará sua aventura.”

Mia precisava escolher bem. Cada porta sussurrava algo. Aventuras divertidas. Enigmas. Ou perigos. Mas uma porta simples, de madeira clara, não dizia nada. Mia decidiu abrir essa porta. Era a porta da surpresa no Castelo dos Sonhos.

Atrás da porta, havia uma sala redonda. O teto era muito alto. Ele sumia nas nuvens. No meio, um baú brilhava. Ele tinha sete fechaduras. Sombras brincavam nas paredes. Elas formavam figuras de crianças correndo e dançando.

Uma sombra escura se aproximou. Ela falou:

— Para abrir o baú, você precisa de coragem. Dentro está o Coração do Castelo. É a fonte de toda a magia. Se você não conseguir, as cores e os risos vão sumir para sempre.

O coração de Mia acelerou. Ela teria sete provas. Cada prova tinha uma criatura mágica. Ela enfrentou um labirinto. As paredes mudavam. Ela respondeu enigmas de um gato falante. Atravessou um rio de espelhos. E fez amizade com um dragão. Um dragão que tinha medo do escuro.

Mia colocou a última chave no baú. O castelo prendeu a respiração. O baú se abriu. Uma luz dourada e quente se espalhou. As sombras dançaram. As paredes cantaram. A magia do Castelo dos Sonhos estava de volta.

O castelo girou. Parecia um carrossel de sonhos. As portas se abriram. Elas mostraram jardins no ar. Rios de chocolate. Bibliotecas com livros que se Miam sozinhos. Mia entendeu. O castelo não era só um lugar. Era o reflexo de quem acreditava na magia. Era o Castelo dos Sonhos.

A porta a levou de volta. A escada falante disse:

— O Castelo dos Sonhos sempre estará aqui. Mas só para quem não para de acreditar.

Mia voltou para a vila. Seu coração estava cheio de alegria. Ela não contou onde esteve. Mas todas as noites, ela olhava a luz dourada. E sorria. Ela sabia que, quando precisasse de magia, bastava acreditar no Castelo dos Sonhos.

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